É CAMPEÃO!!! É MUNDIAL!!! É CAMPEÃO!!!

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É CAMPEÃO!!! É MUNDIAL!!! É CAMPEÃO!!!

O mundo é do Timão

Corinthians é campeão mundial pela primeira vez após empatar com Vasco por 0 a 0 e vencer por 4 a 3 nos pênaltis. Edmundo erra a última cobrança

A taça estava ali. Para quem tivesse mais disposição, mais sorte, mais bola. A Taça do Mundo, a Jules Rimet dos clubes.

Quem a disputava eram dois dos maiores clubes do planeta, mas só um sairia consagrado como o melhor time da Terra.

Os corações de corintianos e vascaínos batiam mais enlouquecidos do que em qualquer decisão de Copa Mundo de seleções, porque ninguém escolhe onde nasce. O clube, você escolheu.

E se você escolheu o Corinthians, você sabe o que isso significa.

O primeiro tempo teve mais a ver com xadrez que com futebol. Os dois gigantes se respeitaram.

Os dez primeiros minutos foram rigorosamente equilibrados. Dos 10 aos 20 o Corinthians foi ligeiramente melhor e dali em diante o Vasco teve o domínio do jogo, embora a chance mais aguda tenha sido de Marcelinho, aos 37.

Um Corinthians cuidadoso demais, um Vasco também.

O segundo tempo, não. Foi disputado em ritmo alucinante. Edílson quase faz aos 5. Gilberto responde aos 7. Os dois gigantes vão para o tudo ou nada, o xadrez vira boxe e ambos buscam o nocaute.

Aos 25, Helton salva o que seria um gol olímpico de Marcelinho.

As duas torcidas não paravam um segundo, dois terços de vascaínos, um terço de corintianos. Uma loucura o Maraca!

O Corinthians começava a sobrar no jogo e o Vasco dava a impressão de estar mais cansado que o extenuado Corinthians.

Mas é Rincón quem salva aos 40.

O jogo termina. Termina?!

O jogo vai para a prorrogação, com morte súbita.

Agora nem xadrez, nem boxe, nem futebol. Só coração.

E a taça está lá, à espera do coração mais forte.

O Vasco não mexe. No Corinthians, que já tinha Edu no lugar de Ricardinho desde o intervalo, entra Gilmar, sai Vampeta.

Agora, cada ataque é cardíaco, mesmo. Como se fosse vôlei.

Sai Juninho, entra Viola.

Sai Felipe, entra Alex Oliveira. Parece basquete. E, aos 14, da linha dos três metros, do meio da rua, Alex Oliveira bate falta e Dida salva.

O jogo não termina nunca, como se o mundo não quisesse acabar na mão de Vasco ou de Corinthians, como se quisesse os dois.

Sai Ramon, entra Donizete; entra Fernando Baiano, sai Edílson.

O Corinthians está com cinco jogadores feitos em casa, Índio, Cléber, Edu, Gilmar e Baiano.

A dupla de zaga paulista mata a dupla de ataque carioca.

Vêm os pênaltis. E nos pênaltis, ninguém duvida: Dá Dida.

Nem na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, corintianos e vascaínos sofreram tanto na final contra a Itália.

Rincón, gol. Romário, bate em Dida, gol. Baiano, gol. Alex, gol. Luizão, gol. Gilberto? Dida!!!! Edu, gol. Viola, gol. Marcelinho, Helton.

Edmundo? Fora!!!!

Com a cabeça, com os pés e com a mão, o Corinthians é campeão.

E o mundo é maravilhosamente preto e branco, maloqueiro e sofredor, graças a Deus!!!!!

 

Corinthians conquista o Mundial de Clubes nos pênaltis

O Corinthians conquistou o título do primeiro Mundial de Clubes organizado pela Fifa. Após empates sem gols com o Vasco no tempo normal e na prorrogação, o time derrotou o Vasco nos pênaltis por 4 a 3.

O herói, mais uma vez, foi o goleiro Dida. Ele defendeu o terceiro pênalti, cobrado por Gilberto. O vilão foi Edmundo, que chutou para fora o último pênalti do Vasco.

Os corintianos Rincón, Fernando Baiano, Luizão e Edu converteram. Marcelinho perdeu quando tinha a chance de decidir. Os vascaínos Romário, Alex e Viola marcaram. Edmundo perdeu quando poderia empatar a disputa.

A vitória coroou a tática do Corinthians, que na segunda metade da etapa final e durante toda a prorrogação ficou "cozinhando" o jogo. Confiando no goleiro Dida, tradicionalmente um grande pegador de pênaltis, o time sabia que o empate poderia resultar no título.

Já o Vasco, que chegou a ter quatro atacantes na prorrogação (Romário, Edmundo, Viola e Donizete), não conseguiu ser ofensivo. Teve mais a bola, mas teve também o time em má jornada. Edmundo não só perdeu o pênalti, mas jogou um péssimo futebol, matando várias jogadas de ataque.

Ao contrário dos mundiais conquistados pelos rivais São Paulo e Santos, em Tóquio, o Corinthians ganha um título oficial. E coroa a milionária parceria com a empresa norte-americana HMTF, que já trouxe os títulos do Paulista e do Brasileiro em seu primeiro ano (99).

Dentro de campo
O primeiro tempo da partida desta sexta-feira foi equilibrado. Apesar de o Vasco ficar mais tempo com a bola, trocando passes no campo de defesa do Corinthians, a equipe paulista também criou boas chances de gol.

A primeira delas veio logo aos 3min, em cruzamento de Edilson que passou na boca do gol. Aos 10min, Ricardinho acertou um belo chute de fora da área, mas Helton fez a defesa com tranquilidade. Aos 14min, Luizão matou no peito após cruzamento e chutou. Paulo Miranda, travando o chute, salvou o Vasco.

A primeira boa chance vascaína só surgiu aos 18min. Paulo Miranda avançou pela direita e chutou forte. A bola bateu na rede, mas pelo lado de fora. Aos 21min, a jogada mais bem armada do Vasco no primeiro tempo: Felipe driblou três e tocou para Edmundo, que chutou de primeira. Adílson travou o lance, e a bola saiu.

Aos 38min, o Corinthians teve a melhor chance do primeiro tempo. Após boa enfiada de Ricardinho, Marcelinho entrou na área, no meio dos zagueiros adversários, e mesmo assim chutou. O jovem goleiro Helton fez uma grande defesa, espalmando para escanteio.

Se na primeira etapa o time vascaíno teve mais a bola, na segunda os papéis se inverteram. Mesmo sem Ricardinho -o meia, que já era dúvida antes da partida, saiu machucado dando lugar ao volante Edu-, o Corinthians ficou mais com a bola nos primeiros dez minutos.

E o campeão brasileiro quase marcou logo aos 6min, quando Edilson avançou pela direita, entrou na área e chutou cruzado. A bola saiu, mas o lance assustou.

Depois, o Vasco teve duas boas chances. Primeiro com Gilberto, que acertou um belo chute, mas para fora. Depois, uma oportunidade clara com Juninho que, após receber passe de Romário e ficar de frente com Dida, preferiu cruzar para uma área povoada de corintianos, ao invés de bater para o gol.

A partir dos 15min, a partida caiu bastante de ritmo. Visivelmente cansados (o calor foi forte durante todo o dia no Rio), as equipes passaram a pressionar bem menos e trocar passes no meio-de-campo.

Em bola parada, o Corinthians quase abriu o placar. Aos 25min, Marcelinho cobrou bem escanteio. A bola entraria, não fosse a grande defesa de Helton -durante a semana, Marcelinho disse que o jogo seria decidido em um lance de bola parada. No escanteio seguinte, a bola passou com perigo de frente para o gol.

A partir daí, o jogo ficou ainda mais morno. Apesar de o Vasco ter mais a posse de bola, não criou grandes chances de gol.

Sem gol de ouro
Na prorrogação, o Corinthians claramente "cozinhou" o jogo. O técnico Oswaldo de Oliveira, que já havia colocado o volante Edu, colocou também Gilmar. Já o técnico vascaíno Antônio Lopes tirou os meias Juninho e Ramon para botar os atacantes Viola e Donizete.

Apesar de bem mais ofensivo, o cansado time do Vasco não conseguiu criar oportunidades. Tentou também não se expor aos contra-ataques.

Nos pênaltis, acabou dando Corinthians, o melhor time do país e, agora, também do mundo.

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Veja como foi, lance a lance, o empate na decisão do Mundial

Corinthians e Vasco empataram em 0 a 0, na noite desta sexta-feira, no estádio do Maracanã. Nos pênalti, o Corinthians venceu por 4 a 3 e conquistaram o título do Mundial de Clubes da Fifa.

TEMPO NORMAL

Primeiro tempo
4min - Em jogada individual, Edílson, maior driblador do Corinthians no Mundial -média de 4,7 tentativas por jogo-, invadiu a área vascaína e cruzou. Luizão, atrasado, não alcançou a bola.

14min - Após novo cruzamento de Edílson, Luizão dominou a bola, se livrou do zagueiro e desperdiçou a finalização. Antes do jogo de sexta, ele tinha aproveitamento de 59% nas conclusões.

18min - O lateral Paulo Miranda, sem marcação, chutou, para fora, da entrada da área corintiana. Foi a primeira finalização do jogador, que começou a competição na reserva, no Mundial da Fifa.

21min - Felipe, que não repetia no Mundial o mesmo desempenho nos dribles do que no último Brasileiro, quando liderou o fundamento, livrou-se de dois adversários e toca para Edmundo, que chuta para fora.

25min - Romário, na entrada da área, tocou, com categoria, para Ramon, que só acerta 30% de suas finalizações e que novamente desperdiçou a chance.

32min - O meia Juninho, jogador vascaíno que mais finalizou na primeira fase do Mundial de Clubes, arriscou de fora da área e exigiu defesa de Dida.

38min - Após assistência de Ricardinho, a terceira do meia corintiano no torneio da Fifa, Marcelinho chutou fraco, mas mesmo assim o goleiro Hélton tocou para escanteio com dificuldade. Na primeira fase, o meia-atacante não marcou nenhuma vez.

42min - Depois de entrada violenta sobre Edmundo, Rincón, média de três faltas por jogo -a maior dos titulares corintianos-, recebeu o primeiro cartão amarelo de seu time na partida.

Segundo tempo
3min - Marcelinho, que teve média de uma assistência por jogo na primeira fase do Mundial, cruza da direita, o goleiro Hélton falha, mas Luizão novamente chega atrasado.

6min - Depois de avançar, livre, da intermediária carregando a bola, Edílson, artilheiro corintiano no Mundial, chuta à direita do gol do time carioca.

7min - Após falha da defesa corintiana, Gilberto chuta forte da marca do pênalti para fora. O lateral só acertou 15% de suas finalizações no Mundial.

15min - Depois de passe de Romário, o meia vascaíno Juninho ficou livre para chutar para o gol na entrada da pequena área, mas preferiu, sem sucesso, tocar para Edmundo.

25min - Marcelinho bate escanteio direto para o gol. Hélton, um dos dois goleiros menos vazados da fase de classificação do Mundial, salva.

35min - De forma errada, a arbitragem marca impedimento de Edmundo, que iria receber a bola livre de marcação.

PRORROGAÇÃO
7min do primeiro tempo - Um dos três maiores finalizadores do Mundial de Clubes, Marcelinho chuta forte para o gol do Vasco, mas novamente com a direção errada.

14min do primeiro tempo - Depois de falta feita por Luizão, o atacante corintiano mais faltoso no Mundial, Alex Oliveira chuta com precisão para grande defesa de Dida.

13min do segundo tempo -Em mais uma cobrança de escanteio de Marcelinho, o Corinthians não aproveita sua última oportunidade na partida contra os cariocas.

PÊNALTIS


Rincón (C) - converte
Romário (V) - converte

Fernando Baiano (C) - converte
Alex Oliveira (V) - converte

Luizão (C) - converte
Gilberto (V) - Dida defende

Edu (C) - converte
Viola (V) - converte

Marcelinho (C) - Helton defende
Edmundo (V) - Chuta para fora

 

Sofrimento e alegria

Jogadores homenageiam o goleiro Dida e comemoram o título suado, que marca o final de uma maratona que começou no estadual do ano passado, passou pelo Brasileiro e chegou ao Mundial

A emoção entre os corintianos no gramado do Maracanã era o único sentimento maior do que o cansaço que dominava os jogadores após 120 minutos de jogo e uma tensa disputa de pênaltis. O lateral Índio, promovido novamente a titular (como durante o Campeonato Brasileiro) devido à suspensão de Daniel, expulso no jogo contra o Al Nasser, na segunda-feira, pela última rodada da primeira fase, misturava sentimentos.

– Estou muito feliz com o título, mas triste porque minha mãe está doente – disse ele.

O presidente do clube, Alberto Dualib, fez questão de homenagear toda a comissão técnica.

– Esse é o resultado que colhe quem trabalha, trabalha e trabalha – afirmou em tom de discurso político. – Esperávamos essa consagração. Essa grandeza, essa paixão, é disso que é feito o corintiano.

O meia Marcelinho, que pela primeira vez na carreira perdeu um pênalti em uma decisão, comemorava aliviado.

– Pois é, o Hélton saiu bem na bola, defendeu, mas o Dida foi perfeito e o Edmundo ainda nos ajudou, chutando para fora – resumiu.

O mesmo sentimento de agradecimento em relação ao goleiro (que, no final das contas, defendeu apenas o pênalti batido por Gilberto) tinha o atacante Luizão, que berrava, enquanto chorava:

– Dida, vem cá!

O herói, feliz mas tranqüilo como sempre, comentava a defesa.

– O goleiro tem que ter acima de tudo confiança e pensamento positivo e eu tenho isso. Essa força vem dos próprios jogadores e torcedores, que passam muita tranquilidade.

Menos sofrimento e mais alegria se percebia entre os integrantes da fiel torcida, em plena forma física e vocal após enfrentar os cerca de 400 km entre São Paulo e Rio de Janeiro e mais horas no calor e depois na chuva do Maracanã. Cada jogador que recebia a medalha de campeão do mundo era homenageado.

– El, el, el, o Dinei é da Fiel! – dizia um dos gritos mais animado, para um dos jogadores favoritos da torcida alvinegra.

 

Animação da torcida paulista foi superior no Maracanã

A torcida do Vasco foi facilmente superada pela do Corinthians na maior parte do tempo da decisão do Mundial de Clubes da Fifa, nesta sexta-feira à noite, no Maracanã.

Os cariocas eram maioria no estádio, mas faltou animação. Durante todo o jogo, as torcidas organizadas do Vasco ficaram caladas. Os cariocas só se manifestavam durante os poucos ataques perigosos do time.

Inconformados com a apatia dos torcedores, os jogadores do Vasco apelavam para a arquibancada, sem sucesso.

Aos 6min do segundo tempo, vários jogadores seguiram em direção aos torcedores para pedir apoio. Enquanto os vascaínos ficavam calados, a organizada Gaviões da Fiel não parava de incentivar o Corinthians.

Na quinta-feira, cerca de 20 mil vascaínos provocaram uma das maiores confusões do futebol carioca para comprar os ingressos para a partida. Os bilhetes foram vendidos apenas em São Januário, sede do clube.

Para contornar a confusão, a polícia teve que lançar bombas. Na ocasião, vários torcedores ficaram feridos.

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'Fator Dida' desequilibra time do Vasco

O temor do Vasco antes da cobrança de pênaltis tinha sentido: diante do goleiro corintiano Dida, a equipe fracassou na sua segunda disputa de um título mundial de clubes. Em 1998, perdera para o Real Madrid (Espanha), em Tóquio, a Copa Intercontinental, no tempo normal.

Nesta sexta, tentou dramaticamente não ir para os pênaltis contra o Corinthians. Não conseguiu. O clube com nome inspirado no navegador português Vasco da Gama novamente morreu na praia. E com Edmundo, seu astro, chutando para fora o pênalti decisivo.

Talvez nunca o medo de um goleiro especialista em pênaltis tenha influenciado tanto um treinador de futebol.

No segundo tempo da prorrogação, num gesto dramático, o técnico Antônio Lopes fez uma mudança que deixou o Vasco com quatro atacantes em campo: substituiu Ramón por Donizete. Antes, na primeira etapa do tempo extraordinário, trocara Juninho por Viola.

Ou seja: em vez de dois meias ofensivos e dois atacantes (Romário e Edmundo), ficou com quatro atacantes natos. Era o medo do goleiro na hora do pênalti.

Durante todo o tempo normal e a prorrogação, a dupla Romário-Edmundo teve imensas dificuldades. Com o corintiano Rincón posicionado mais defensivamente do que de costume, formou-se um paredão à frente da área que dificultou a penetração vascaína.

Grudado quase todo o tempo em Edmundo, Rincón estabeleceu com o atacante uma guerra de nervos -e física. No primeiro tempo, Rincón acertou um chute fraco por trás, fracassou ao tentar dar um "coice" e, aos 42 min, deu uma entrada por trás em Edmundo que lhe valeu um amarelo.

Pouco antes, irritado com o corintiano, Romário entrou forte numa dividida. Com o relacionamento "social" abalado, os dois atacantes vascaínos confirmaram estar reconciliados, pelo menos em campo.

Aos 36min, Edmundo chutou de primeira uma bola que, se tivesse sido passada para Romário, deixaria o companheiro em melhor condição. Edmundo desculpou-se.

No segundo tempo, mesmo com o Corinthians mais ofensivo, Romário e Edmundo não conseguiam romper a barreira adversária.
Aos 35min, lançado atrás da linha de zaga, Edmundo foi parado com a marcação de impedimento, contestado pelos vascaínos. Na prorrogação, levou um cartão amarelo por segurar Edílson num contra-ataque.

No banco de reservas, o vice-presidente de futebol do Vasco, deputado federal Eurico Miranda (PPB-RJ), ficou sentado sem o crachá emitido pela Fifa com essa finalidade. Apesar dos apelos do árbitro holandês Dick Jol, o dirigente continuou sem a credencial.

Aos 28min do segundo tempo, protestou, gesticulando acintosamente, quando o juiz deu falta de Amaral em Rincón.

 

Programação muda, e corintianos voltam a São Paulo

O receio de uma reação negativa da torcida fez com que o Corinthians mudasse sua programação.

Até esta quinta-feira, a decisão era de que, por causa das férias que começam neste sábado, o grupo iria se desgarrar logo após a final, com cada um tomando um destino diferente.

Temendo que a eventual conquista do título criasse uma grande expectativa de festa entre os corintianos em São Paulo -que não seria correspondida-, a diretoria resolveu fretar um vôo para que a delegação retornasse à cidade.

E a medida acabou sendo acertada. Só depois de serem recepcionados pela torcida, os jogadores e a comissão técnica seguirão para as férias.

O time deixa o Rio nas primeiras horas deste sábado. A torcida que foi ao Maracanã justificou a preocupação do clube. Bem inferior numericamente, a torcida paulista bateu a carioca em empolgação.

 

'Devo tudo à equipe excepcional que tenho em mãos', diz Oswaldo

Oswaldo de Oliveira, técnico do Corinthians, afirmou nesta sexta-feira, após a partida em que o Corinthians conquistou o título de campeão mundial, que tudo só foi possível devido à excelente condição de seu time.

"Estou muito feliz pela conquista deste título maravilhoso, mas ainda mais pela forma heróica como o conquistamos", disse Oswaldo.

"Estávamos muito preocupados com a disposição do Vasco e o perigo que seus atacantes representam. Mas, graças a Deus, comando uma equipe excepcional, que teve tranqüilidade para superar todos os desafios".

 

Título do Mundial é o primeiro internacional do Corinthians

O Corinthians é o campeão mundial de futebol. O título é único e histórico: o Mundial foi o primeiro torneio planetário de clubes organizado pela Fifa, entidade que controla o esporte.

A conquista se concretizou apenas na cobrança de pênaltis da final contra o Vasco, nesta sexta-feira, no Maracanã. De novo, foi o goleiro Dida quem salvou o time paulista. Após um empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, ele defendeu a cobrança do vascaíno Gilberto. O título mundial veio às 22h42, quando Edmundo bateu seu pênalti para fora.

Essa é a mais importante conquista dos 89 anos de história do Corinthians, o mais popular clube do Estado de São Paulo.

A vitória no Mundial consagra o sucesso da parceria do clube com o fundo de investimentos norte-americano HMTF, na mais emblemática investida empresarial da história do futebol brasileiro.

Desde que se associou ao fundo, em abril do ano passado, o Corinthians já venceu, além do Mundial da Fifa, o Paulista e Brasileiro.

O troféu desta sexta é a primeira conquista internacional de vulto da história do clube, que carregava a pecha de time "doméstico". A vitória valeu US$ 6 milhões ao Corinthians, prêmio dado pela Fifa ao campeão do Mundial.

O time entrou no torneio indicado pela Confederação Brasileira de Futebol após ser campeão nacional em 1998. O Corinthians, que repetiu o título no ano passado, foi campeão sem bater nenhuma grande potência estrangeira.

É, aliás, a definição dos critérios para participação um dos maiores desafios que o Mundial da Fifa encontrará no futuro.
Ainda sem ter planos definidos para sua segunda edição, o torneio terá também de se firmar na Europa. O Manchester United, atual campeão do continente, fez pouco caso da edição que acabou nesta sexta.

O time corintiano sai neste sábado de férias. Por causa do Mundial, os jogadores não pararam após a decisão do Brasileiro. No Torneio Rio-São Paulo, que começa na próxima semana, jogarão os reservas.

O principal desafio da equipe, a partir de agora, será a Copa Libertadores da América, competição na qual o clube paulista jamais chegou nem mesmo às semifinais -a estréia ocorrerá em fevereiro.

Para o Vasco, sobra uma imensa frustração. O clube havia sido o que mais investimentos fizera para o Mundial, trazendo, inclusive, o atacante Romário. E projetava grande lucro em cima da conquista, com um intenso projeto de marketing para sua torcida.

 

Edílson conquista o troféu 'Bola de Ouro' do Mundial de Clubes

O atacante Edilson foi considerado o melhor jogador do Mundial de Clubes na eleição promovida pelo Comitê da FIFA que organizou o evento. O jogador do Corinthians vai receber o troféu "Bola de Ouro".

Participaram da eleição mais de mil jornalistas de diversos países. Edilson obteve 221 votos contra 189 do atacante Edmundo do Vasco, segundo colocado, e que vai receber o troféu "Bola de Prata".

Romário acabou na terceira colocação com 125 votos. Ao todo concorreram ao prêmio 28 jogadores, sendo cinco do Corinthians e sete do Vasco, mas os nomes deles não foram revelados pela FIFA.

Romário e o atacante francês Anelka, do Real Madrid, dividirão a "Chuteira de Ouro", por terem sido os artilheiros da competição com três gols cada.

Edmundo e Edilson dividirão a "Chuteira de Bronze" por terem terminado em segundo lugar na artilharia com dois gols e duas assistências. Como dois atletas dividiram a "Chuteira de Ouro", não haverá entrega da "Chuteira de Prata", que seria entregue ao vice-artilheiro.

A FIFA comunicou através da sua Assessoria de Comunicação que não haverá uma cerimônia para entrega da premiação.

Fernando Baiano pediu para cobrar pênalti

O atacante Fernando Baiano, 20, não estava na lista de batedores de pênalti do Corinthians na decisão do Mundial, mas pediu para cobrar, foi atendido e marcou.

Antes da série de penalidades, ele se dirigiu ao técnico Oswaldo de Oliveira e disse, segundo seu relato: "Professor, eu quero bater, estou confiante". Fernando disse ter notado que alguns jogadores, ao contrário do esperado, não se "candidataram" para cobrar. Não quis dar nomes.

Contrariando a tese de que pênalti é loteria -ou seja, só depende de sorte-, o atacante afirmou que a sua confiança se deve, fundamentalmente, a treino. "Sou um dos jogadores que mais treinam pênaltis. Sempre fico um pouco mais no clube cobrando. Isso me tranquiliza."

Destaque corintiano no título da Copa São Paulo de Juniores de 99, foi ao Mundial sub-20, na Nigéria, em que o Brasil fracassou. O atacante chamou a atenção para a presença, no fim da partida, de três atletas revelados na Copa São Paulo, apesar das estrelas contratadas fora.

"Estávamos em campo eu, Edu e Kléber (o único a sair jogando). Isso mostra que o Corinthians forma jogadores."

Já Marcelinho, que teve um pênalti defendido por Hélton, disse que errou porque costuma chutar do lado direito do goleiro. "Fui mudar e não deu certo. Ele (Hélton) foi esperto. O importante é sermos campeões."

 

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Torcida corintiana invade o gramado após o título

Antes, durante e depois da partida desta sexta-feira, os corintianos dominaram os gritos das arquibancadas do Maracanã.

Os torcedores paulistas não pararam de cantar até durante o hino nacional. Nos acordes patrióticos, eles cantavam "Oh, Todo-Poderoso Timão". No jogo, seus gritos ecoavam, enquanto os vascaínos, mais numerosos, estavam calados.

Ao final, uma centena de corintianos pulou da numerada para a geral e dali para o gramado, atravessando o fosso do estádio carioca. No gramado, eles só comemoraram, sem nenhum incidente grave. Mesmo assim, a cena deve prejudicar ainda mais as pretensões brasileiras de abrigar a Copa do Mundo do 2006.

Essa invasão de campo se soma aos problemas com as vendas de ingressos e à truculência do dirigente vascaíno Eurico Miranda e seus seguranças, que agrediram funcionários da Fifa.

O temor de grandes conflitos entre torcedores do Vasco e do Corinthians não se confirmou nesta sexta no Maracanã.

Os cerca de 20 mil corintianos entraram sem problemas no estádio. Os que vieram de ônibus usaram um único portão, o 13, sem serem incomodados. Os vascaínos usaram as outras entradas.

Dentro do estádio, os corintianos foram mais barulhentos que a maioria vascaína. Até durante o hino nacional não pararam.

O principal incidente entre as torcidas ocorreu a mais de 2 km do estádio, próximo à estação Estácio do metrô (região central). Perto dali, em frente ao Teleporto, centenas de corintianos chegados em caravanas eram mantidos isolados pela Polícia Militar.

Por volta das 15h, um grupo de moradores do morro de São Carlos trocou pedradas com alguns corintianos. Cerca de 20 pessoas se envolveram no conflito, que durou dez minutos e foi encerrada com a interferência da polícia.

Além desse caso, a torcedora corintiana Maria Cristina do Espírito Santo, 16, contou que seu namorado, Édson Almeida, 25, foi espancado por quatro rapazes ao dizer que viera para o jogo.

Segundo o major Róbson da Silva, comandante do Grupamento Tático Móvel, três pessoas foram detidas após apedrejar um carro da PM. A 6ª Delegacia Policial, na Cidade Nova, porém, não registrou prisão de torcedor.

No total, a PM empregou 1.700 homens no policiamento do Maracanã, sendo 450 dentro do estádio e o restante fora.

Alguns corintianos reclamaram que teriam sido agredidos sem motivo por policiais. "Um deles me deu umas porretadas para eu entrar no ônibus e vir para o estádio", afirmou Adílson Nunes da Silva, 22. Outro torcedor (não se identificou) disse que um companheiro havia sido agredido.

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Corintianos desfilam em carro de bombeiros em São Paulo

Os jogadores do Corinthians foram recebidos por cerca de 2.500 torcedores, na madrugada deste sábado, no aeroporto de Cumbica, pouco depois do título do Mundial de Clubes, conquistado diante do Vasco, no Rio de Janeiro.

Os jogadores Dinei, Adílson, Marcelinho, Índio, Fábio Luciano e Batata cursaram o trajeto entre o aeroporto e o Parque São Jorge em um carro de bombeiros, junto com dirigentes da equipe -o presidente Alberto Dualib e o diretor de futebol Carlos Nujud-, e muitos torcedores.

O carro de bombeiros foi escoltado por quatro batedores da PM e seguido pelos veículos, que provocaram buzinaço e congestionamento na rodovia Ayrton Senna e na marginal Tietê. Na chegada à sede do clube, no Tatuapé, houve queima de fogos de artifício.

Ainda em cima do carro de bombeiros, o meia-atacante Marcelinho puxou um coro de provocação ao arqui-rival do Corinthians, o Palmeiras. "Chora porco imundo, o coringão é campeão do mundo", cantaram o jogador, junto com Dinei, que sambavam com a taça na mão, e a torcida.

O meia Rincón e o goleiro Dida preferiram fazer o percurso no ônibus do clube, que tinha na sua parte frontal a inscrição "Campeão Mundial".

As ausências na festa de chegada dos campeões mundiais foram o técnico Oswaldo de Oliveira, que ficou no Rio com o preparador físico Antônio Mello, o atacante Edílson, o zagueiro João Carlos e o meia Ricardinho, que foi para o Paraná. Luizão, que espera o pagamento de uma dívida do Vasco, também permaneceu na capital fluminense.

O "vôo do título" aconteceu por volta da 0h50 de hoje. O avião fretado pelo Corinthians levou 71 pessoas, a maioria de dirigentes.

Rincón já deve ir para a Colômbia na segunda. Poucos jogadores irão se reapresentar na quarta-feira, iniciando a preparação para o Torneio Rio-São Paulo.

Na saída do Corinthians do Maracanã, a torcida do time saudou com euforia seus jogadores, que seguiram sem grandes manifestações para o aeroporto.

 

Dida diz que sentiu pena de Edmundo, 'um grande companheiro'

O goleiro Dida disse que sentiu "pena" de Edmundo, que errou a cobrança de pênalti, dando o título do Mundial de Clubes ao Corinthians. "Edmundo é um bom amigo, um grande companheiro", afirmou.

Apesar da expressão de solidariedade a Edmundo, Dida disse que teve "uma das maiores alegrias" da sua vida quando viu a bola chutada pelo atacante vascaíno ir para fora do gol, dando ao clube paulista o sonhado título mundial.

"Era algo que faltava ao Corinthians, e que não pode ser atribuído somente à sorte, e sim à excelente campanha da equipe ao longo do torneio", afirmou.

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Oswaldo de Oliveira encerra ano de conquistas

Num caso em que o aluno supera o professor, Oswaldo de Oliveira já tem uma história de conquistas no Corinthians superior a do seu "guru" Wanderley Luxemburgo.

À frente do time paulista, o atual técnico da seleção brasileira conquistou somente o Campeonato Brasileiro de 1998.

Já Oswaldo, repetiu a dose no Brasileirão de 99 e de quebra conquistou o Campeonato Paulista e o I Mundial de Clubes da Fifa. Os dois dirigiram o clube por aproximadamente um ano.

Oswaldo assumiu o comando do time em janeiro. Estreiou no Torneio Rio-São Paulo sofrendo uma goleada de 6 a 1 para o Botafogo e as cobranças começaram a surgir.

A vergonhosa campanha do time paulista nesta competição, conseguindo apenas uma vitória em seis jogos fez com que Oswaldo fosse rebaixado novamente a auxiliar e Evaristo de Macedo contratado.

Quis o destino que Oswaldo assumisse novamente o comando do time ainda no primeiro semestre.

O treinador levou o Corinthians a uma recuperação fantástica no Campeonato Paulista, que culminou com a conquista do título após uma vitória por 3 a 0 sobre o rival Palmeiras.

Mas a grande emoção da carreira deste carioca de Realengo ainda estava por vir. Comandando o time, ele sagrou-se o primeiro técnico a ser campeão mundial por um clube e comemorou com muita emoção e alegria:

"Eu conquistei tudo. Fui campeão regional, brasileiro e mundial. Parabéns Realengo por ter me colocado no cenário esportivo", vibrou o treinador de 49 anos, que lembrava a todo instante que era carioca.

 

FHC felicita Corinthians, seu clube do coração, pelo título mundial

O presidente da República Fernando Henrique Cardoso enviou neste sábado um telegrama ao Corinthians, dedicado a todos os jogadores. FHC felicitou-os pela conquista do Mundial de Clubes da Fifa.

"Foi uma partida muito emocionante. Os brasileiros hoje também se sentem campeões do mundo. Parabéns a todos", disse FHC, que apesar de carioca, viveu boa parte de sua vida em São Paulo, onde passou a torcer pelo Corinthians.

 

Torcedores do Corinthians não conseguem voltar para São Paulo

Cerca de 600 torcedores do Corinthians não conseguiram voltar para São Paulo e tiveram que dormir na frente do portão 13 do Maracanã.

Os ônibus que deveriam transportar estes torcedores seguiram direto do Teleporto, onde estavam estacionados, para a capital paulista.

Os torcedores que tinham dinheiro, seguiram para a rodoviário Novo Rio e conseguiram voltar para a casa. Alguns, dormiram nas casas de parentes.

Os que vieram apenas com o dinheiro do lanche e os que não tinham familiares no Rio tiveram que se contentar em dormir na porta do estádio. Os que tinham uma melhor condição financeira voltaram para casa de avião.

Os vôos da ponte aérea neste sábado viviam o clima do Mundial. Os avião que partiu às 9:45h decolou com uma bandeira do Corinthians na janela e o piloto saudou os passageiros falando sobre a conquista paulista.

 

Bandeirantes bate recorde de audiência com decisão por pênaltis

A TV Bandeirantes bateu seu recorde histórico de audiência com a decisão por pênaltis do Mundial de Clubes, vencido sexta-feira pelo Corinthians.

Nas cobranças, o canal paulista chegou ao pico de 53 pontos (cada ponto equivale a 80 mil telespectadores), contra apenas 12 alcançados pela TV Globo. Anteriormente, uma luta do boxeador Adilson "Maguila" Rodrigues há 11 anos deu um máximo de 50 pontos.

Não é a primeira vez que uma concorrente global tem a marca histórica com Corinthians. O SBT deu sua maior goleada no Ibope com a final da Copa do Brasil de 1995. Corinthians bateu o Grêmio, e o canal de Silvio Santos teve pico de 53 pontos contra 10 da emissora carioca.

Na sexta, a Bandeirantes venceu o Jornal Nacional, a novela Terra Nostra e o Globo Repórter. Na média, teve 36 pontos, contra 25,5 da Globo. Contra a novela dos imigrantes italianos, a vitória da Bandeirantes foi mais apertada -média de 35 contra 30 pontos.

De qualquer forma, foi a primeira derrota, em termos de audiência, de Terra Nostra, programa que reergueu a audiência no horário nobre do canal.

A Globo não quis comprar os direitos de transmissão do Mundial de Clubes, acreditando em sua pouca tradição, evitando noticiá-lo em seus programas.

Com o sucesso dos brasileiros, passou a dar mais tempo ao evento e, segundo a Traffic (detentora dos direitos de TV), tentou exibi-lo -a Globo nega.

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Flamenguistas comemoram em hotel do Vasco

Além de amargar a perda do título do Mundial de Clubes, os vascaínos tiveram que engolir a festa que a torcida do Flamengo fez durante toda a madrugada deste sábado pelo Rio.

Um dos focos da euforia flamenguista foi justamente o hotel da delegação do Vasco, em Copacabana (zona sul da cidade).

O sono de Edmundo, Romário e seus companheiros foi perturbado por um grupo de cerca de 70 flamenguistas que se concentraram na porta do hotel.

"Ah, é assassino", entoavam, parodiando o grito com que os vascaínos saúdam Edmundo e fazendo referência ao acidente no qual o jogador se envolveu em 95 e causou três mortes. "El, el, el, Edmundo é da fiel", insistiam. "Bacalhau imundo, só o Flamengo é campeão do mundo", foi outro refrão entoado, assim como hinos de louvor ao Corinthians.

Romário, que há até pouco tempo defendia o Flamengo, também não foi poupado, só sendo menos xingado do que Edmundo.

Pelas ruas da cidade, vários carros transitavam agitando bandeiras do Flamengo e buzinando, o que causou discussões e brigas.

No sábado, dentro do Maracanã, embora houvessem rumores de que flamenguistas estavam "infiltrados" na torcida do Corinthians, nenhuma faixa ou bandeira do time rubro-negro foi vista.

Antes do Mundial, os flamenguistas criaram torcidas para apoiar o Manchester, tido até então como mais forte rival do Vasco no torneio.

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