Árbitro da decisão será trocado para evitar polêmica

17 de maio de 2013


A FPF definiu hoje que sorteará um novo árbitro para a final de domingo entre Corinthians a Santos. O motivo é que o árbitro Rodrigo Braghetto é sócio de uma empresa chamada APTO que presta serviços ao departamento amador do Corinthians.

Para evitar qualquer tipo de suspeita, a FPF decidiu alterar o apitador da partida. Em nota oficial, a Federação afirmou que o próprio árbitro pediu dispensa, mas essa versão foi logo desmentida por Braghetto: “Não pedi, não. Falei apenas para o Coronel Marinho ficar à vontade como chefe da arbitragem, para que fosse feito o melhor para o futebol. Fiquei surpreso com isso (o fato de a FPF dizer que ele pediu dispensa). Não pedi em momento algum. Mas acredito que a decisão tenha a ver até pelos recentes fatos ocorridos com o Corinthians na Libertadores.”

De fato, o grande bafafá se deu por causa da eliminação do Corinthians da Libertadores. Começaram movimentações temendo que Braghetto ajudasse o Timão no domingo para “compensar” os erros de Amarillo na quarta.

A empresa APTO Esportes presta serviços para Corinthians, São Paulo e Portuguesa. Braghetto afirma que em 2011 também prestavam serviços para o Santos. Mas a empresa é focada no esporte amador e escala árbitros iniciantes para apitar partidas semiprofissionais e fazer consultorias e palestras para os jovens do esporte.

“Não tenho contrato com o futebol do Corinthians. O contrato da minha empresa é com a parte social. Não converso com ninguém do futebol. Nós prestamos serviços de arbitragem para campeonatos internos do clube. Todos os sábados e domingos, nossos árbitros são escalados para apitar jogos da criançada, dos jovens. Já prestei serviço para o Santos também. Em 2011 dei palestra de arbitragem para toda a categoria de base. Mas não chegamos a ter um contrato com o Santos”, afirmou o juiz.

Durante a vigência do contrato da APTO com o Corinthians, Braghetto apitou quatro partidas do Timão. Curiosamente o Corinthians não venceu nenhuma, foram dois empates e duas derrotas, e em nenhuma delas houve erros da arbitragem. O competente árbitro Rodrigo Braghetto, inocentemente, pagou o preço da desconfiança e do medo da FPF.

“La mano de Amarilla”

16 de maio de 2013


O Corinthians caiu diante do Boca no Pacaembu. Precisando vencer por dois gols de diferença, o time não saiu do empate e acabou eliminado.

O Corinthians jogou mal, principalmente no primeiro tempo, quando deixou o Boca impor um ritmo lento e arrastado à partida. Não conseguiu sair dessa morosidade do clube argentino.

Mesmo jogando mal, ainda foi melhor que o Boca. E ainda assim o placar e a classificação foram injustos.

E ponto de desequilíbrio do jogo não foi a marcação do Boca, nem o belo gol de Riquelme e nem o seguro sistema tático montado por Biacchi. O Boca ainda é um time fraco, com ataque ruim e lento demais para contragolpes mortais, mas que joga com muita garra e superação.

Mesmo apresentando um futebol pífio no primeiro tempo, com um espaço incômodo entre os volantes e os meias e os laterais quase sem apoiar, descaracterizando a qualidade do time em jogar de forma compacta, o Corinthians deveria ir para o intervalo com vantagem no placar. Mas a etapa acabou 1 a 0 para os argentinos.

Infelizmente, o ponto de desequilíbrio foi a desastrosa arbitragem.

O Corinthians sofreu um pênalti escandaloso no começo da partida, quando o zagueiro Marin colocou propositalmente a mão na bola dentro da área. Além do pênalti, o zagueiro, que já tinha amarelo, deveria ter sido expulso.

Ao invés disso, o árbitro Carlos Amarilla mostrou o cartão para Emerson por reclamação.

Começo de jogo, com um jogador a menos e um time muito inferior, o Boca teria sérios problemas, seria outra realidade. Não fosse apenas esse pênalti, ainda estava 0 a 0 quando Romarinho fez um gol legal bizarramente assinalado impedido. Depois disso, Riquelme acertou um chute distante no ângulo de Cássio e abriu o placar.

O Corinthians voltou para a segunda etapa precisando marcar 3 gols. Uma missão quase impossível para um time que normalmente vence pelo placar mínimo.

Tite promoveu mudanças: Pato e Edenílson vieram para o lugar de Romarinho e Alessandro. O ataque do time não funcionava. Danilo, Guerrero e Emerson não estavam em noite inspirada. Mesmo assim, Orión salvou um gol de Danilo logo aos 6 minutos do segundo tempo.

Paulinho, até então sumido no jogo, apareceu aos 8 minutos para fazer o gol de empate e dar fôlego ao time. O volante acabou sendo o destaque da equipe.

A pressão sobre os argentinos aumentou. Então o trio de arbitragem apareceu de novo, anulando outro gol legítimo do Corinthians, alegando uma falta inexistente de Paulinho sobre o goleiro. O volante ainda recebeu o cartão amarelo.

Deu tempo de o corintiano ver Pato perder um gol sem goleiro dentro da pequena área. Seria o gol da virada para incendiar de vez o jogo.

Tite errou quando colocou Douglas no lugar de Danilo, mas já era questão de desespero. Ainda que não fizesse grande partida, Danilo é um jogador decisivo em momentos de pressão e parecia ser a melhor peça ofensiva do Timão. Quando Douglas entrou, o ataque, já pouco inspirado, parou de vez.

Ainda deu tempo de Emerson sofrer outro pênalti não marcado. Esse lance é discutível e não é escandaloso quanto a jogada de vôlei de Marin aos 11 minutos do primeiro tempo.

O Corinthians é um time que normalmente faz poucos gols. Se quando faz, são anulados, a missão torna-se impossível. O Boca veio sabendo o que queria: um 0 a 0; achou um gol, soube se posicionar em campo e não ser desesperado. Em nenhum momento o time argentino parou o jogo com violência ou deslealdade, mesmo muito fraco individualmente, tem o mérito de ser uma equipe organizada e determinada.

Jogando mal, o Corinthians foi melhor que o Boca, mas interferência da arbitragem foi muito grande e por isso o resultado é injusto. O suficiente para eliminar o Timão. Com isso, o Corinthians entra na longa lista de times prejudicados diante do Boca Juniors, que sempre dá sorte no apito e raramente é por ele atrapalhado.

E Carlos Amarilla confirma algo que todos sabem há tempos: é um juiz extremamente “confuso” e fraco, mas goza da inexplicável fama de ser um dos melhores árbitros da Conmebol.

Agora é continuar para frente e preparar-se para o Brasileirão, para o retorno à Libertadores e para a final do Paulistão no domingo. Algumas coisas serão repensadas por Tite até lá. A volta de Renato Augusto é urgente. A titularidade de Pato deve ser considerada e dificilmente a dupla de volantes segue junta até o fim do ano (por isso o Corinthians já se organiza para assinar com o chileno Maldonado).

É tudo ou nada hoje contra o Boca

15 de maio de 2013

Hoje é o jogo mais importante do ano pro Corinthians até agora. Se passar pelo Boca, a próxima rodada passará a ser a mais importante, é sempre assim. Mas o tudo ou nada será jogado essa noite no Pacaembu.

Isso porque o Corinthians precisa reverter um incômodo placar negativo. Com a derrota por 1 a 0 em Bombonera, o time não pode cometer erros. Tomar um gol em casa poderá ser fatal.

O que preocupa os torcedores não é a dificuldade do jogo em si. O Corinthians é mais time que o Boca e tem condições de reverter o placar. Porém, as últimas atuações não trouxeram tanta confiança à torcida, não fosse a partida diante do Santos.

A semifinal do Paulistão, contra o São Paulo, e principalmente o jogo contra o próprio Boca Juniors, na Argentina, foram muito fracos. O Timão não apresentou nem um quarto do futebol esperado. Contra o Santos, no entanto, o Corinthians dominou completamente o primeiro tempo, mas a ausência de gols deixou o torcedor com a pulga atrás da orelha.

O Corinthians de Tite não é um time goleador, mas um time que vence pela solidez da marcação e eficiência do ataque. Raras são as goleadas dessa equipe, como raras são suas derrotas. Só que não pode desperdiçar tantas chances como fez diante do Santos (claro, existe também o mérito da grande atuação do goleiro Rafael).

De qualquer forma, hoje o Timão conta com a nossa torcida e nós acreditamos no nosso time diante do Boca. Os adversários paulistas já estão eliminados, mas o Corinthians segue firme. A escalação não tem segredos: é a mesma das últimas rodadas. Cássio, Alessandro, Gil, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Romarinho; Emerson e Guerrero. Como já havíamos informado, Renato Augusto segue fora até o fim do mês.

É tudo ou nada hoje. Vai, Corinthians.

Felipão convoca sem grandes surpresas; Paulinho dentro

14 de maio de 2013


Hoje cedo, às 11h30, Felipão fez a convocação para a Copa das Confederações. Avesso a grandes surpresas, a única novidade foi a ausência de Ronaldinho Gaúcho no elenco.

Na verdade, Ronaldinho desagradou muito no amistoso contra o Chile. O retorno de Bernard, recuperado de contusão, e as boas atuações de Jadson nos amistosos foram fundamentais para deixar o camisa 10 do Atlético Mineiro de fora.

A lista não traz surpresas além dessa. Paulinho, volante do Timão, está no grupo. Já vinha sendo convocado e agradou Felipão. Mesmo não repetindo ainda na seleção as boas atuações que faz pelo Corinthians, Paulinho é quase uma unanimidade. Ralf, infelizmente, ficou de fora.

Confira abaixo a lista completa:

  • Goleiros

Júlio César (QPR – Inglaterra)

Jefferson (Botafogo)

Diego Cavallieri (Fluminense)

  • Laterais

Daniel Alves (Barcelona – Espanha)

Marcelo (Real Madrid – Espanha)

Felipe Luís (Atletico de Madrid – Espanha)

Jean (Fluminense)

  • Zagueiros

Thiago Silva (PSG – França)

David Luís (Chelsea – Inglaterra)

Dante (Bayern de Munique – Alemanha)

Réver (Atlético Mineiro)

  • Volantes

Paulinho (Corinthians)

Fernando (Grêmio)

Luiz Gustavo (Bayer Leverkusen – Alemanha)

Hernanes (Lazio – Itália)

  • Meias

Oscar (Chelsea – Inglaterra)

Lucas (PSG – França)

Bernard (Atlético Mineiro)

Jadson (São Paulo)

  • Atacantes

Neymar (Santos)

Fred (Fluminense)

Leandro Damião (Internacional)

Hulk (Zenit – Rússia)

NOTA OPINATIVA

A abertura do evento chamou a atenção. O presidente da CBF, José Maria Marin, fez um discurso dos mais retrógrados do futebol atual. Em pleno 2013, Marin repetiu um discurso próprio dos anos 70 que exalta a grandeza e o talento do Brasil nos melhores (ou piores) moldes da propaganda da ditadura.

Aquela conversa de Arena, partido ao qual Marin foi filiado em seus tempos de ditadura, soava ridícula na época. Hoje soa quase perigosa.

E ecoava bordões como “Brasil: ame-o ou deixe-o”, “estamos todos unidos pelo Brasil”, “esse é o mais importante momento do futebol brasileiro”, “vamos deixar de lado as diferenças e pensar na grandeza do Brasil” e bla bla bla… Quase um pedido para que a imprensa e, sobretudo, os torcedores deixem de lado o passado do presidente da CBF e parem de instigar investigações.

Marin, sabemos bem que o senhor não é o maior fã de liberdade de imprensa e opinião, mas é função da imprensa indagar e criticar e é direito dos torcedores serem de opinião contrária à sua ou de qualquer outro. Esse discurso “nacionalista-ufanista” é falso, distorcido, demagogo, autoritário, idiota e risível. Fica a dica.

Precisa finalizar melhor

13 de maio de 2013


O Corinthians enfrentou o Santos pelo primeiro jogo da final do Campeonato Paulista no Pacaembu. O placar de 2 a 1 a favor do Corinthians foi pouco pelo que o jogo mostrou, sobretudo no primeiro tempo.

Com uma primeira etapa avassaladora, o Corinthians foi para o intervalo com apenas um gol no placar. Bolas na trave, falha na hora de concluir e boas defesas de Rafael impediram que o Timão matasse o campeonato em apenas 45 minutos.

Paulinho jogou futebol de gente grande, lembrando sua grande fase de 2012. Foi o autor do gol e de um belo chute no travessão santista. Além de marcar e chegar com muito perigo ao ataque.

No segundo tempo, o Santos equilibrou o jogo e conseguiu o empate. O gol da vitória do Corinthians veio dos pés do zagueiro Paulo André.

O Corinthians teve mais posse de bola, mais finalizações e muito mais volume de jogo, se pensar na partida como um todo e o placar de 2 a 1 ficou abaixo do futebol apresentado. O Santos precisa vencer por dois gols de diferença na Vila Belmiro para sagrar-se campeão. Um gol de diferença leva a partida para os pênaltis.

Agora o Corinthians enfrenta o Boca na quarta feira, precisando reverter um placar negativo de 1 a 0. Esperamos que repita a organização e o volume de jogo da partida do fim de semana, mas que acerte mais em finalizações.

Jorge Henrique será negociado

10 de maio de 2013


Foi ontem mesmo que o Corinthians havia decidida afastar Jorge Henrique por indisciplina. Hoje veio a notícia que o atacante não jogará mais pelo Timão e deverá ser negociado.

Ao que aprece, Jorge Henrique teria dito que gostaria de passar mais tempo com sua família antes da eminente sequência de jogos decisivos. Após isso, Jorge Henrique não se apresentou no treino da manhã e apresentou uma história que seu filho passou a noite no hospital. Porém a direção corintiana teria descoberto que não passava de uma desculpa para participar de algumas festas.

Não existe ainda uma versão oficial da história e a diretoria não confirmou nada. Mas, após revelar que estava afastando o jogador por tempo indeterminado, o Corinthians declarou que pretende negociá-lo.

Jorge Henrique chegou ao Corinthians em 2009 vindo do Botafogo. Polivalente, se destacou mais por ajudar o time taticamente do que pelos gols marcados. Neste período, conquistou um Paulistão, um Brasileiro, uma Copa do Brasil, uma Libertadores e um Mundial de Clubes. Foram 216 jogos e 30 gols. Seu contrato vai até 2014.

Um olho no Peixe…

9 de maio de 2013


Domingo agora acontece o primeiro jogo da final do Campeonato Paulista entre Corinthians e Santos. O Timão recebe o Peixe no Pacaembu. Antes do segundo jogo, na Vila Belmiro, tem o encontro decisivo entre Corinthians e Boca Juniors pela Libertadores.

O momento do Corinthians é melhor que o do Santos, porém o jogo diante do Boca pode frear os ânimos do time. Muito porque, precisando vencer a qualquer custo, o Timão não pode correr o risco de perder algum jogador importante para a partida de quarta-feira.

Apesar de uma equipe respeitável, o Santos não apresenta um bom padrão de jogo. Muricy não conseguiu ainda dar ao time uma cara de equipe, deixando quase toda a responsabilidade para Neymar. É normal que um time precise de seu craque em momentos decisivos, mas a relação do Santos com o Neymar é de dependência total: com ele mal, não existe chances do Peixe ganhar.

O contrário acontece com o Corinthians. Mesmo tendo em Danilo e Renato Augusto peças fundamentais e insubstituíveis (a ausência de Renato causou um problema no meio de campo), o time de Tite apresenta um padrão de jogo que o torna pouco dependente de um ou outro jogador em particular, já que a responsabilidade está bem mais dividida.

Ainda que não tenha apresentado o volume de jogo de 2012 e vem de duas atuações preocupantes (o patético jogo diante do Boca e o apático jogo diante do São Paulo), o Corinthians ainda aposta em sua regularidade para vencer.

Mas o grande jogo da semana é mesmo o de quarta-feira no Pacaembu. Por isso talvez vejamos o time desacelerado no domingo, mesmo se tratando de uma final e um clássico. Perder jogadores como Danilo, Paulinho, Guerrero e Gil poderia ser catastrófico para a equipe que já não contará com Renato Augusto.

Então será assim: jogar com um olho no Peixe e outro no Boca.

Só no fim do mês

8 de maio de 2013


Enquanto vivia grande fase, Renato Augusto sofreu uma lesão muscular na coxa direita e foi afastado dos gramados. Em recuperação, o Corinthians tinha esperança de ter o meia de volta antes da partida contra o Boca Juniors pela Libertadores, mas isso não será possível.

O departamento médico do Corinthians previa seis semanas para a recuperação de Renato Augusto, mas a lesão não cicatrizou como o esperado e o meia deve ficar fora inclusive do segundo jogo da final do Paulista, dia 19 contra o Santos na Vila Belmiro. Seu retorno estaria marcado para o início do Brasileirão e para eventuais quartas de final da Libertadores.

Para isso, o Timão precisa reverter um placar de 1 a 0 sofrido diante do Boca na Argentina. E sem contar com Renato Augusto.

Contratado junto ao Bayer Leverkusen, Renato traz um histórico de lesões da Europa. Foram sete nos últimos três anos e meio, por isso que os médicos do Corinthians não pretendem antecipar seu retorno.

“Temos um cuidado especial com ele e com o Pato (que também tem um preocupante histórico de lesões). A tendência é trabalhar com uma margem de segurança maior. Pelo passado deles, somos mais cautelosos”, afirmou o médico do clube, Guilherme Runco.

Portanto, teremos que aguardar mais para ver Renato Augusto de volta ao Timão. E olha que ele está fazendo muita falta.

Sheik e Zizao protagonizam vídeo que é sensação na internet

7 de maio de 2013

Aproveitando o embalo de um vídeo do patrocinador do time, Emerson (sempre ele) comandou uma brincadeira com o atacante chinês no Corinthians. O vídeo em questão é do banco Caixa.

No original, uma família passeia de carro pela rua quando um garoto, nomeado de Dudu, começa a ler o nome do banco em frente uma agência. A irmã se impressiona com o fato e solta um “Gente, o Dudu tá leendooooo!”.

Eis que no vídeo corintiano, os jogadores passeiam com aquele carrinho elétrico pelas laterais do gramado olhando para as placas publicitárias ao redor do campo. Zizao e Sheik estão no banco de trás e Paulinho e Fábio Santos no banco da frente.

Zizao, que chegou ao Brasil em março do ano passado, começa a arriscar algumas palavras em português e a ler as placas, até que chega na “Caixa”, mesma do comercial e patrocinador principal do Timão. Então Sheik solta a graça: “Gente, o Zizao tá leendooooo!”.

Coisas que só Emerson faz por você… Se liga no vídeo abaixo:

Não adianta, Rogério: deu Corinthians

6 de maio de 2013


Muito mais do que uma vaga na final, São Paulo e Corinthians disputavam a tranquilidade e a autoestima para o próximo jogo da Libertadores, quando os dois times precisam reverter um placar negativo para prosseguirem na competição continental.

O jogo foi fraco, poucas oportunidades para os dois lados, com pequena superioridade do São Paulo. Mas nada que fosse suficiente para levar perigo ao gol do Corinthians. Os dois times tiveram um gol cada corretamente anulado por impedimento.

O Corinthians mostrou atuação muito abaixo do esperado, até pelo medo de lesões que complicariam a partida diante do Boca no dia 15 de maio no Pacaembu. Romarinho jogou muito mal, longe de lembrar aquele jogador veloz e incômodo que o torcedor gosta.

Emerson esteve escondido o jogo quase inteiro e também em nada parecia o atacante decisivo que virou ídolo do corintiano. Nem mesmo Guerrero e Danilo conseguiram destaque na partida. Acabou que tudo foi para os pênaltis.

Para o São Paulo, os batedores eram Rogério Ceni, Tolói, Ganso, Jadson e Luís Fabiano. Do lado do Corinthians, Douglas, Romarinho, Fábio Santos, Alessandro e Pato.

Rogério e Tolói converteram os dois primeiros pelo São Paulo e Douglas e Romarinho pelo Corinthians. Ganso colocou a bola por cima do gol e Fábio Santos deixou o Corinthians em vantagem. Jadson fez boa cobrança e empatou a disputa, Alessandro bateu na trave e jogou a decisão para a última cobrança de cada um. Luís Fabiano ficou nas mãos de Cássio e bastava Pato converter para colocar o Timão na final.

Foi aí que começou o problema.

Quando Pato foi para a cobrança, Rogério Ceni adiantou-se muito (precisamente 2,51m segundo o vídeo) e defendeu (ou dividiu, ou até mesmo roubou) a bola do atacante. O juiz, obviamente, mandou voltar a cobrança. E aí começou o chororô.

Paro cobrou outra vez e fez o gol, colocando o Corinthians na final contra o Santos.

Assim como na partida pela primeira fase do Paulista, o Corinthians saiu vitorioso por um lance em que Rogério falhou e Pato converteu. Naquele jogo, Rogério cometeu pênalti em Pato e reclamou a beça. Jogou pra torcida, como se diz por aí. Dessa vez, mesma coisa.

O pior disso tudo é que, abusando do status de “jogador maior que o próprio clube” que Rogério ostenta na cabeça de alguns torcedores, alguns são paulinos acreditam que o goleiro estava certo.

Rogério Ceni sabia que a situação do São Paulo era difícil e tentou um último recurso, ilegal, para colocar fogo na disputa. Se o juiz fizesse vista grossa, ele seria herói, se não fizesse (como não fez), ele jogaria a culpa na arbitragem.

Que feio, Rogério! Alguém com uma história tão grandiosa dentro do clube e uma identificação enorme com a torcida tentando ludibriar a arbitragem e os próprios torcedores?

Na segunda cobrança, Pato converteu e colocou o Timão na final. Agora o time tem uma semana para se preparar antes de pegar o Santos. Só lembrando, ao contrário dos outros jogos, a final é disputada em duas partidas (coisas da FPF, nem tente entender).

Nada sobre o time titular foi conversado, mas Renato Augusto não volta no domingo, tendo seu retorno possível contra o Boca dia 15 e é possível que Pato volte ao time titular.